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Banco Central impõe novas restrições ao PIX para combater fraudes e crime organizado

Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em lote doado pela Prefeitura de Brasília, em outubro de 1967

Da redação do Conectado ao Poder

As mudanças incluem limites de transações e prazos para credenciamento de instituições de pagamento, visando combater fraudes e proteger os usuários.

Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em lote doado pela Prefeitura de Brasília, em outubro de 1967

O Banco Central anunciou, nesta sexta-feira, novas regras para o PIX com o objetivo de combater fraudes e desarticular o crime organizado. As medidas foram apresentadas em um comunicado oficial e incluem mudanças nos limites de transações, prazos para que instituições de pagamento se credenciem e exigências de capital e governança.

Entre as principais alterações, destaca-se o limite de R$ 15 mil para operações via Transferência Eletrônica Disponível (TED) e PIX em instituições que não tenham autorização do Banco Central. Essa ação visa mitigar o risco de movimentações irregulares em entidades que possuem supervisão regulatória reduzida.

Outra mudança relevante é a antecipação do prazo para que as instituições de pagamento busquem credenciamento. O prazo anteriormente estabelecido para dezembro de 2029 foi antecipado para maio de 2026. Se o pedido de credenciamento for negado, as empresas terão um prazo de 30 dias para encerrar suas atividades.

O Banco Central destaca que essas regras são parte de um esforço contínuo para aumentar a proteção dos usuários e reforçar os mecanismos de governança do sistema financeiro, especialmente em tempos de aumento expressivo na utilização do PIX, que já registra um número elevado de fraudes.