Da redação do Conectado ao Poder
Governador rejeita proposta que não contempla exoneração de Jair Bolsonaro e alerta para pacificação do país.

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, se posicionou firmemente contra a proposta de anistia branda que não inclui o perdão a Jair Bolsonaro. Em declaração durante a abertura da SuperAgos, realizada nesta terça-feira, Caiado afirmou que a exclusão do ex-presidente não traria a pacificação almejada para o país. “Essa posição é muito clara. Não se pacifica com meias medidas”, destacou o governador.
A declaração de Caiado ocorre em um contexto de discussões no Congresso Nacional sobre uma possível anistia a condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e outros envolvidos em tentativas de golpe de Estado. O governador reconheceu que alguns parlamentares estão buscando acordos para uma versão menos abrangente da anistia, mas reiterou que essa abordagem não é aceitável.
Caiado também criticou os posicionamentos de aliados, como o presidente da Câmara dos Deputados, que sinalizam apoio a propostas mais amenas. Ele defendeu que a única forma de abordar a questão é através de uma anistia ampla que envolva não apenas os condenados em atos golpistas, mas também aqueles que foram diretamente implicados, como Bolsonaro.
O governador comparou a situação atual com ações passadas do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que, segundo ele, soube pacificar a nação ao conceder anistia a aqueles que tentaram golpe durante seu mandato. “Precisamos voltar a trabalhar no Brasil, viver em paz e desenvolver o que a sociedade deseja”, afirmou.
A abertura da SuperAgos, feira que deve movimentar mais de R$ 250 milhões, contou com a presença de diversos políticos e empresários, e A expectativa é que os debates sobre a anistia continuem e se intensifiquem nas próximas semanas, principalmente com novas reuniões entre líderes partidários agendadas para discutir o tema.
Caiado encerrou suas considerações reafirmando que a unidade e a paz são essenciais para o desenvolvimento do país e que qualquer proposta de anistia deve levar em conta todos os envolvidos em eventos recentes que abalaram a democracia brasileira.






