Da redação do Conectado ao Poder
As punições visam os líderes partidários Sóstenes Cavalcante e Marcel van Hattem após obstrução na Câmara.

O corregedor Diego Coronel, responsável por analisar representações na Câmara dos Deputados, propõe que deputados bolsonaristas envolvidos no motim de agosto sejam punidos com suspensão e censura escrita. As recomendações deverão ser apresentadas em um documento ao Conselho de Ética nos próximos dias.
Os principais alvos das punições incluem os líderes do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), e do Novo, Marcel van Hattem (RS). Além deles, outros 12 colegas que se manifestaram no protesto também enfrentam sanções. No caso de Marcel, ele terá a pena de censura escrita acrescida de um mês de afastamento. Deputados como Zé Trovão (PL-PR) e Marcos Pollon (PL-MS) também devem ser suspensos de seus mandatos por 30 dias.
A obstrução do plenário ocorreu em um ato de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os deputados que participaram dessa manifestações também tentaram pressionar pela votação de uma proposta de anistia para os chamados golpistas e pela análise de uma Proposta de Emenda Constitucional que acaba com o foro privilegiado para parlamentares.
Após a rebelião em plenário, muitos pedidos de suspensão de mandatos foram encaminhados à diretoria da Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta, decidiu levar as representações à Corregedoria ao invés de agir de forma mais contundente, permitindo que Coronel analisasse a situação com mais calma.
Fontes relatam que a punição moderada para os bolsonaristas foi uma condição negociada em conversas que envolviam líderes do Centrão e do PT, buscando apoio para a votação de medidas como a PEC da Blindagem, que dificulta investigações criminais contra deputados e senadores. Em troca de penas menos severas, os líderes buscam votos favoráveis a propostas importantes para o governo.






