Da redação do Conectado ao Poder
Em declaração impactante, o governador de Goiás compara um possível Lula 4 a um segundo mandato de Dilma, prevendo desastre econômico.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, expressou preocupações sobre os possíveis impactos de um novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, destacando que o Brasil não suportaria outra administração sob suas diretrizes. Durante uma reunião na capital fluminense com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e do Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ), Caiado afirmou que as consequências de um governo Lula 4 seriam comparáveis às da segunda gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, refletindo um risco de colapso fiscal.
“Um governo Lula 4 seria igual à Dilma 2, ou seja, quebraria empresas e deixaria quatro milhões de brasileiros desempregados. Esse colapso vem em decorrência do desrespeito ao arcabouço fiscal”, declarou Caiado, que está se preparando como pré-candidato à Presidência da República.
Segundo o governador, a carga tributária federal já ultrapassa 32% do PIB, e ele criticou a centralização dos poder e impostos pela União. Ele argumentou que os estados e municípios têm mantido um equilíbrio fiscal enquanto o governo federal “drena recursos da sociedade para sustentar uma máquina cara e ineficiente”.
Caiado também acusou a gestão atual de assumir compromissos financeiros fora do orçamento em um ano eleitoral, algo que, segundo ele, distorce o equilíbrio fiscal do país. “Estamos chegando a uma relação dívida/PIB que pode alcançar 94% em poucos anos, enquanto nossa capacidade de crescimento gira em torno de 28%”, alertou.
Ele traçou paralelos significativos entre a atual administração e o governo de Dilma Rousseff, que foi alvo de impeachment em 2016. “A crise da Dilma não foi mundial, mas resultado de irresponsabilidades do primeiro mandato. Agora, vemos o mesmo cenário se repetir. O ‘Lula 4’ será uma ‘Dilma 2’”, argumentou.
O impacto das políticas fiscais do governo atual, segundo Caiado, deverá ser sentido após as próximas eleições. O governador indicou que o Brasil saiu de uma projeção de endividamento público de 72% para 84% em menos de três anos, um sinal de alerta claro sobre o futuro econômico do país.




