Início Economia Brasil mantém otimismo com acordo Mercosul–UE, diz Alckmin

Brasil mantém otimismo com acordo Mercosul–UE, diz Alckmin


Da redação

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (6) que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia está bem encaminhado. Segundo ele, o governo brasileiro mantém uma postura otimista diante das negociações, que se arrastam há mais de duas décadas. “O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul–UE. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global”, afirmou Alckmin.

A assinatura do tratado, inicialmente prevista para dezembro, foi adiada devido à falta de consenso entre países europeus. As principais resistências vieram de setores conservadores da Itália e, sobretudo, de agricultores franceses. O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou recentemente que não apoiará o acordo sem salvaguardas para proteger os produtores rurais franceses. Atualmente, a França lidera a oposição ao tratado dentro da União Europeia.

Apesar das dificuldades, a Comissão Europeia informou na segunda-feira (5) que houve avanços nas negociações, mas não confirmou uma nova data para a assinatura do acordo. Mesmo sendo aprovado, o texto ainda precisará passar por trâmites internos, tanto no Brasil, incluindo análise e votação no Congresso Nacional, quanto na Europa, onde necessita do aval do Conselho Europeu, do Parlamento Europeu e da ratificação pelos 27 países-membros.

Alckmin ressaltou a importância estratégica do acordo em meio a conflitos internacionais e aumento do protecionismo, destacando que ele tende a se tornar o maior tratado comercial do mundo ao fortalecer o multilateralismo e o livre comércio. O vice-presidente também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou o governo a priorizar o diálogo e a negociação, não apenas com a União Europeia, mas também com os Emirados Árabes Unidos, além de buscar ampliar preferências tarifárias com Índia, México e Canadá em 2026.

Sobre a balança comercial, Alckmin destacou que as exportações brasileiras cresceram 5,7% em 2025, mais do que o dobro da projeção global da OMC, estimada em 2,4%. Ele também citou a Argentina como principal destino de produtos brasileiros, com aumento de 31,4% nas compras, puxado pelo setor automotivo.