Da redação
O advogado Alan Jackson, que defendia Nick Reiner, acusado de matar os pais Rob Reiner e Michele Singer Reiner, obteve na quarta-feira, 7, permissão para se retirar do caso. Após a decisão, Jackson declarou a jornalistas: “De acordo com as leis deste estado, segundo a lei da Califórnia, Nick Reiner não é culpado de assassinato. Publiquem isso.” O advogado não detalhou sua afirmação nem respondeu a perguntas.
Durante uma audiência no tribunal de Los Angeles, na qual Nick Reiner deveria ser indiciado por duas acusações de homicídio qualificado, Jackson foi substituído por uma defensora pública após reunião com a juíza Theresa McGonigle. A nova audiência foi remarcada para 23 de fevereiro. Jackson alegou motivos legais e éticos para deixar o caso, sem revelar detalhes, e não informou quem o contratou.
O diretor Rob Reiner, 78, conhecido por filmes como “Isto É Spinal Tap” e “Harry e Sally – Feitos Um Para o Outro”, e a esposa Michele Singer Reiner, 70, foram encontrados mortos em casa, em Brentwood, Los Angeles, em 14 de dezembro. Segundo o legista, morreram de múltiplas lesões por objetos cortantes. Os promotores ainda não decidiram se buscarão pena de morte para Nick Reiner, 32, que está preso sem fiança desde então.
Durante a audiência, Nick Reiner apareceu vestido com roupas marrons da prisão e cabelo raspado, e concordou com o adiamento da acusação formal. A defensora pública Kimberly Greene assumiu a defesa. “Nossos corações estão com a família Reiner enquanto eles passam por este momento difícil”, disse o Defensor Público Adjunto Ricardo D. Garcia.
À época das mortes, um porta-voz da família Reiner afirmou confiar completamente no processo legal. Nick Reiner já falou publicamente sobre suas lutas com vício e saúde mental após lançar com o pai o filme “Being Charlie”.






