Da redação
A primeira pesquisa eleitoral de 2026, realizada pelo instituto Meio Ideia com 2.000 entrevistas, aponta três fatores centrais para a disputa até outubro. O levantamento mostra que, a nove meses do pleito, o eleitor brasileiro ainda não consegue citar espontaneamente um candidato preferido. Apenas Lula (32%) e Jair Bolsonaro (9,5%) são lembrados, sendo que Bolsonaro está inelegível. Isso demonstra que os nomes da oposição ainda não ganharam projeção nacional e os possíveis candidatos permanecem desconhecidos do grande público.
O segundo ponto analisado é a avaliação sobre a continuidade do governo atual. Em 2022, às vésperas do segundo turno, 51% dos entrevistados disseram que Bolsonaro não merecia seguir na presidência, índice muito próximo ao resultado final. Atualmente, 47% acreditam que Lula merece continuar no cargo, enquanto 50% discordam, o que cria um cenário favorável à oposição, apesar da ausência de nomes fortes e projetos definidos no campo da direita.
A pesquisa ressalta que a rejeição ao governo pode se repetir como em 2014, quando Aécio Neves chegou ao segundo turno com um discurso anti-PT, mas sem conseguir apresentar uma agenda positiva, o que limitou seu crescimento eleitoral.
Na avaliação de áreas do governo, segurança pública e economia têm os piores índices: 48,7% dos entrevistados classificam a segurança como ruim ou péssima, enquanto 43,4% avaliam negativamente a economia. Apesar disso, temas econômicos continuam sendo o principal critério de voto para os brasileiros.
Por fim, o levantamento destaca a importância de um grupo decisivo: 3% dos eleitores que transitam entre campos opostos, têm baixa identificação partidária e decidem o voto tardiamente. Esse segmento, formado principalmente por moradores de periferias, pequenos empreendedores e mulheres, tende a ser o fiel da balança em 2026. A capacidade do governo de melhorar sua avaliação neste grupo é, segundo o estudo, de apenas 3%.






