Da redação
O cambuí, conhecido por suas flores amarelas e copas vistosas, ganha destaque no paisagismo de Brasília especialmente entre setembro e janeiro, segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). A espécie pode ser encontrada em diversas regiões da cidade, oferecendo um espetáculo de cores vibrantes que vai além dos tradicionais ipês.
Marcelo Kuhlmann, biólogo e doutor em Botânica, explica que o cambuí – também chamado de canafístula ou angico amarelo – é nativo do Brasil e pertence à espécie Peltophorum dubium, da família Fabaceae. “Essa árvore belíssima e de flores amarelas floresce entre dezembro e março e está presente em vários biomas nacionais”, afirmou ao JBr. Kuhlmann destaca ainda que a espécie pode ser confundida com a sibipiruna, diferenciando-se principalmente pelos frutos leves e alados do cambuí.
Brasília possui mais de 350 mil exemplares de cambuí espalhados por praticamente todas as regiões administrativas e áreas marcantes como o Eixo Rodoviário Norte e Sul e o Parque da Cidade. A Novacap ressalta que a árvore pode atingir até 50 metros de altura e é valorizada no paisagismo pela rusticidade e rapidez de crescimento. Os frutos, além de ornamentais, são consumidos in natura e usados na produção de licores no Nordeste e Sudeste.
A Novacap informa que parte das sementes utilizadas em Brasília foi trazida de Minas Gerais e que a manutenção das árvores, além da produção de mudas em viveiros próprios, tem contribuído para expandir o amarelo das flores pela cidade. Nos últimos anos, milhões de mudas foram distribuídas para plantio em áreas públicas, escolas e parques.
Moradores como a aposentada Tânia Delfino e o casal Júlia Ribeiro e Matheus Ferroni valorizam a arborização da cidade. “Brasília não tem praia, mas temos árvores lindas”, resume Tânia. Para Júlia, o contato com a natureza melhora a qualidade de vida: “Faz toda a diferença a gente parar para olhar as flores.”






