Da redação
Em 2026, o Brasil enfrentará um cenário político decisivo, apesar de ocupar posição secundária na lista dos principais riscos geopolíticos globais. O presidente Lula é apontado como favorito à reeleição, com aprovação média em torno de 45% — suficiente para uma vitória apertada, mas com pouca margem para quedas. Segundo analistas, o foco deve ser nos fatores que afetam diretamente a popularidade do governo, já que a probabilidade de vitória de Lula depende mais de sua própria força do que da capacidade de organização da oposição.
A disputa presidencial tem centrado atenções em Flávio Bolsonaro e possíveis candidaturas da centro-direita ou de outsiders, mas o elemento decisivo permanece a avaliação do eleitorado sobre Lula. Com uma base sólida e rejeição consistente, Lula vê sua aprovação oscilar pouco, sendo o eleitor decisivo pouco engajado e pouco ideológico. A economia desponta como principal variável: quedas na inflação melhoram a popularidade do governo, enquanto altas a prejudicam. O cenário de 2026, com juros elevados, tende a conter a inflação, mas qualquer deterioração pode ser crítica. Questões de segurança pública e decisões internacionais, como uma possível designação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA, também podem influenciar o pleito.
No campo das políticas públicas, a expectativa é que Lula, caso reeleito, mantenha abordagem pragmática, conciliando promessas eleitorais com responsabilidade fiscal, ainda que com menor margem de manobra no Congresso. A campanha eleitoral deverá apostar em discursos com forte apelo popular e críticas a privilégios, deixando detalhes para o pós-eleição. De Flávio Bolsonaro, espera-se a continuidade da política econômica defendida por Paulo Guedes.
Outro aspecto relevante é a composição do próximo Congresso. A montagem das listas para a Câmara e a disputa pelo Senado em cada estado serão essenciais para aferir o avanço da direita no Legislativo. Analistas recomendam atenção especial a esses movimentos.
Por fim, investigações policiais em andamento, envolvendo crime organizado, emendas parlamentares, INSS e grandes grupos empresariais, mantêm elevado nível de incerteza. Operações recentes atingem altos escalões e podem impactar significativamente a relação entre Congresso e governo, influenciando o cenário político de 2026.






