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Desaparecimentos na Rota dos Milagres (AL) têm conexão com líderes do CV escondidos no Alemão


Da redação

Os desaparecimentos e mortes na Rota Ecológica dos Milagres, no litoral de Alagoas, têm ligação com criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) que buscaram abrigo fora do estado, segundo investigações da Secretaria de Segurança Pública. Nos últimos dois anos, 14 pessoas desapareceram na região, composta por São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras e Passo do Camaragibe, enquanto sete corpos foram encontrados no período.

A polícia afirma que a maioria dos desaparecimentos é atribuída ao CV, predominante no tráfico local, e não descarta a participação do PCC em execuções. José Emerson da Silva, o Nem Catenga, apontado como chefe da facção em Alagoas e com cinco mandados de prisão, estaria foragido no Complexo do Alemão (RJ), junto de seu subordinado Kleber Santos da Silva, o Kebinho, líder do grupo Tropa do Kebinho. Segundo o coronel Patrick Madeiro, ambos enviam ordens para a região e determinam julgamentos em tribunais do crime.

Operações policiais têm sido intensificadas. Em 2024, um fuzil foi apreendido em Maceió após ser enviado do Rio por Nem Catenga. O número de mortes em ações policiais chegou a quatro até abril deste ano, contra cinco em todo o ano passado. Em 2023, esperava-se que o assassinato do traficante Coroa Tito e de seu segurança reduzisse os desaparecimentos, mas entre junho de 2025 e abril de 2026, dez novas pessoas sumiram e novos nomes surgiram no tráfico.

A Dracco indicou que Coroa Tito respondia a Nem Catenga, informação ratificada pela SSP. Na terça-feira (14), João Vinicius Santos Nunes, o Detona, da Tropa do Kebinho, foi morto. Dois outros suspeitos morreram em operação na quinta-feira (16), ambos ligados ao CV. O governo estadual afirma ter reforçado o policiamento na região com equipes especializadas e atuação 24 horas.

Mães de desaparecidos rejeitam que as vítimas tenham ligação com o crime, reivindicando respostas das autoridades. A Polícia Civil do Rio trabalha para capturar foragidos e enfraquecer a estrutura de facções, tendo detido mais de 500 criminosos de outros estados nos últimos anos.