Da redação
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias as investigações sobre possíveis irregularidades na compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão foi proferida nesta semana no âmbito do inquérito 5026, que tramita sob sigilo no Distrito Federal, após pedido da Polícia Federal (PF).
Toffoli também ordenou a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para ciência da continuidade das apurações. As investigações apontam para um esquema de desvios que pode alcançar R$ 12 bilhões, relacionado à emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem lastro pelo Banco Master. O banco oferecia rendimentos até 40% acima da taxa básica de juros de mercado.
A Polícia Federal apura a potencial participação de dirigentes do BRB no esquema. A compra do Banco Master pelo banco brasiliense foi anunciada em março de 2023, com anuência do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Contudo, o Banco Central (BC) barrou a transação ao identificar irregularidades nos documentos do Master referentes à solidez da carteira.
No despacho, Toffoli considerou justificadas as razões para prorrogação das investigações, deferiu o pedido da PF e reiterou a necessidade de notificação da PGR.
Na quarta-feira (14), a PF deflagrou nova fase da Operação Compliance Zero, que mais uma vez investiga o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Entre os crimes apurados estão organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. As medidas autorizadas incluem o sequestro e bloqueio de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões.






