Da redação
O deputado estadual da Flórida Daniel Perez foi indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o cargo de embaixador no Brasil. Perez foi sabatinado pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado americano um dia após o anúncio das novas sobretaxas às exportações brasileiras, dependendo ainda da aprovação do Senado para oficializar sua nomeação.
Segundo fontes diplomáticas, desde o fim do governo Joe Biden, os Estados Unidos não possuem representante oficial em Brasília. As negociações sobre as sanções recentes ao Brasil têm sido conduzidas pelo representante comercial Jamieson Greer e pelo atual encarregado de negócios, Gabriel Escobar. A possível confirmação de Perez preocupa o governo brasileiro, que vê risco de interferência nas próximas eleições presidenciais devido à proximidade do indicado com Marco Rubio, secretário de Estado, aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL).
O nome de Perez foi anunciado, conforme registro, sem que os Estados Unidos tivessem enviado previamente ao Brasil o pedido formal de consentimento — o chamado “agrément”. O documento, que tradicionalmente deveria anteceder a divulgação, chegou ao Palácio do Planalto somente duas semanas após o anúncio, situação incomum na prática diplomática entre os dois países.
De acordo com a Convenção de Viena, que rege as relações diplomáticas internacionais, não há prazo definido para resposta ao pedido de “agrément”, cabendo ao país anfitrião aceitar ou rejeitar a indicação sem a necessidade de justificativa. O governo brasileiro, diante deste cenário, avalia dar resposta oficial apenas após o período eleitoral.





