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Domiciliar a Bolsonaro une Michelle e Tarcísio, e aliados tentam reabilitar candidatura presidencial


Da redação

Aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) apostam que a atuação dele, junto com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) pode fortalecer a candidatura presidencial do governador de São Paulo. Apesar de Bolsonaro ter indicado o filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como representante na eleição, parte do entorno de Tarcísio acredita que o cenário ainda pode mudar.

Na quinta-feira (15), o ministro do STF Alexandre de Moraes transferiu Bolsonaro para o batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha, decisão considerada uma vitória por bolsonaristas, que mantêm o foco na prisão domiciliar. Michelle e Tarcísio buscaram ministros do Supremo, entregando um memorial detalhado sobre a saúde do ex-presidente, para pressionar por esse avanço. Segundo ministros do STF, Michelle se portou de maneira cordial e suas informações foram consideradas relevantes.

Aliados de Tarcísio enxergam nessa atuação uma chance de convencer Bolsonaro a retirar a candidatura de Flávio e apoiar Tarcísio, mais bem visto por parte do centrão e do mercado. Já interlocutores de Michelle e do governador negam interesses eleitorais, alegando preocupação real com a saúde de Bolsonaro, que bateu a cabeça na prisão da Polícia Federal.

Candidatos ligados a Flávio afirmam, no entanto, que nem a prisão domiciliar mudaria o apoio de Bolsonaro ao senador, e veem risco de a movimentação de Tarcísio minar sua própria base. Líderes do centrão divergiram: um afirma que a candidatura de Flávio é sólida; outro vê possibilidade de mudança até a eleição.

Michelle escreveu, na sexta (16), que sua ação visa a saúde do marido, rejeitando motivações políticas. Nas redes, apoiadores exaltaram as articulações de Tarcísio e Michelle para melhorar a condição de Bolsonaro. Já integrantes da campanha de Flávio, como Filipe Sabará, veem nas ações uma tentativa de tirá-lo da disputa.