Início Eleições Pesquisas eleitorais têm regras rígidas em ano de eleições

Pesquisas eleitorais têm regras rígidas em ano de eleições


Da redação

Em 2026, o Brasil passa por mais um ciclo de eleições gerais, com a escolha de presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais no dia 4 de outubro – com possível segundo turno em 25 de outubro. Neste contexto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça as normas para a divulgação de pesquisas eleitorais, exigindo transparência e rigor metodológico para coibir a proliferação de pesquisas sem controle técnico.

Segundo o censo do IBGE de 2023, 83% da população usa redes sociais, o que intensifica o compartilhamento de opiniões e “achismos”. O TSE informa que a divulgação de pesquisas sem método ou fiscalização será punida com multas entre R$ 53,2 mil e R$ 106 mil. As regras exigem registro do nome do contratante, origem dos recursos, metodologia, questionário utilizado, nota fiscal e identificação do estatístico responsável.

Além disso, todas as candidaturas devem estar presentes nas perguntas das pesquisas, incluindo partidos e federações. Enquetes realizadas em redes sociais durante o período de campanha, a partir de 15 de agosto, estão proibidas e, se divulgadas, podem resultar em sanções e retirada do ar por ordem da Justiça Eleitoral.

A cientista política Priscila Lapa destaca a importância da regulamentação: “Estudos comprovam a influência das pesquisas na opinião pública. Divulgação sem critérios impacta negativamente a percepção do eleitor, desequilibra o jogo democrático e prejudica o processo eleitoral”. Ela reforça que as regras existem para garantir lisura na competição.

Entre os dias 3 e 5 de fevereiro, o TSE realizará audiências públicas sobre as normas das eleições gerais, buscando ampliar o diálogo com a sociedade e atualizar práticas metodológicas. Informações oficiais seguirão sendo divulgadas nos canais do tribunal, como o site tse.jus.br e o Instagram @tsejus.