Da redação
O presidente Lula (PT) pediu à ministra Gleisi Hoffmann (PT) que dispute o Senado pelo Paraná, antecipando discussões sobre a sucessão no comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo. A decisão impacta articulações no Palácio do Planalto, que já prevê mudanças de nomes em abril, quando ministros devem deixar os cargos para disputar as eleições.
Gleisi, que pretendia concorrer à Câmara dos Deputados para garantir novo mandato, recebeu o pedido de Lula em conversa realizada na quarta-feira (14). Segundo aliados, a ministra demonstrou entusiasmo, mas mantém cautela quanto à candidatura. O PT paranaense aguarda uma definição oficial para montar sua chapa.
Tradicionalmente, a chefia da SRI passa ao secretário-executivo, hoje ocupado pelo diplomata Marcelo Costa. Contudo, setores do PT defendem um nome mais político para o cargo, especialmente no período eleitoral. Entre os cotados estão os ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Camilo Santana (Educação). A situação de Camilo, no entanto, depende do cenário eleitoral no Ceará, já que ele pode disputar o governo estadual.
Outra possibilidade mencionada é a ida do deputado José Guimarães (PT-CE) para a SRI. Aliados afirmam que Guimarães, com cinco mandatos, não pretende renovar sua cadeira na Câmara e vê o ministério palaciano como alternativa até uma eventual nova gestão de Lula. Mudanças também são esperadas na Casa Civil, com a provável indicação de Miriam Belchior, já que Rui Costa (PT) deve concorrer a cargo na Bahia.
Enquanto isso, Guilherme Boulos (PSOL-SP), ministro da Secretaria-Geral, permanecerá no governo durante a campanha, atendendo condição para assumir o posto em 2025. Sua atuação no programa Governo do Brasil na Rua será destaque no primeiro semestre de 2026. O general Amaro dos Santos, chefe do GSI, também continuará no cargo, pois não ocupa função política.






