Da redação
O Núcleo Permanente de Audiência de Custódia (NAC) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) converteu em prisão preventiva o flagrante de uma mulher acusada de tentativa de homicídio qualificado contra uma paciente internada em UTI, no Distrito Federal, após crime ocorrido recentemente, devido à gravidade dos fatos.
Segundo o processo, a acusada adquiriu veneno identificado como “chumbinho” ou raticida no dia anterior ao crime e foi até o hospital com o objetivo de praticar o ato. A vítima, entubada, encontrava-se em estado de total incapacidade de resistência durante a tentativa. Conforme a denúncia, a acusada responde, em tese, por tentativa de homicídio qualificado, motivado por razão torpe, com uso de meio insidioso. O juiz responsável confirmou a prisão em flagrante e reconheceu a validade formal e material do auto.
Na decisão, o magistrado ressaltou “a gravidade concreta dos fatos e o planejamento envolvido na execução”, afirmando que a investigada agiu com premeditação, frieza e determinação, em ambiente hospitalar e contra uma pessoa vulnerável. O Núcleo destacou ainda que “a periculosidade social da acusada é potencializada pelo modus operandi”, mesmo ela sendo primária. A prisão foi mantida por ser considerada indispensável para garantia da ordem pública e para não comprometer a credibilidade do Judiciário.
Os pedidos de liberdade provisória e de prisão domiciliar foram negados, já que o juiz entendeu que nenhuma medida cautelar alternativa seria suficiente. O processo tramita sob o número 0709786-29.2026.8.07.0007 no sistema PJe.






