Da redação
Segundo dados do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (Undrr), em 2025 os desastres naturais geraram prejuízos globais estimados em US$ 224 bilhões, dos quais apenas US$ 108 bilhões estavam cobertos por seguros. Os incêndios florestais destacaram-se como uma das principais causas de perdas, impactando a economia, o ambiente e a vida de milhões de pessoas.
O evento mais caro registrado foi o incêndio que atingiu a região de Los Angeles em janeiro de 2025, devastando cerca de 23 mil hectares, matando 30 pessoas e gerando perdas estimadas em US$ 53 bilhões, segundo a Munich Re. Deste valor, US$ 40 bilhões estavam cobertos por seguros. Em comparação, o terremoto de magnitude 7,7 em Mianmar, em março, causou 4.500 mortes e US$ 12 bilhões em prejuízos.
A África concentrou mais da metade da área total devastada por incêndios em 2025, com cerca de 246 milhões de hectares afetados, em sua maioria sem cobertura de seguros. Milhões de pessoas nessas áreas dependem da terra para subsistência e enfrentam impactos econômicos, ambientais e culturais significativos. A Austrália também registrou elevado percentual de território atingido por incêndios no mesmo período.
Desde 1970, as perdas econômicas associadas a incêndios florestais cresceram em média US$ 170 milhões ao ano, impulsionadas pela expansão de moradias em áreas de risco. O número de pessoas morando nessas zonas aumentou mais de 40% nas últimas duas décadas, porém os riscos continuam subestimados na maioria dos países devido à falta de indicadores precisos sobre perdas anuais e potenciais.
O Undrr alerta que o cálculo das perdas seguradas não captura efeitos de longo prazo, como degradação de ecossistemas, perda de meios de vida, impacto em serviços essenciais e saúde pública. Para a organização, mensurar e reconhecer os custos totais e invisíveis dos incêndios florestais é fundamental para embasar políticas públicas e aprimorar estratégias de prevenção e resposta a desastres futuros.






