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'Nunca pensei que o filho pudesse fazer isso', diz vizinho sobre assassinato no Guará II

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Da redação

Moradores e comerciantes do Polo de Modas, no Guará II, seguem abalados com o assassinato de Maria Elenice de Queiroz, 61 anos, morta a facadas pelo próprio filho, Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, 23, na última terça-feira (20/1). O crime ocorreu no apartamento da vítima, na QE 40, Rua 10. Vinícius foi preso em flagrante e o caso é investigado como feminicídio pela Polícia Civil do Distrito Federal, sendo o segundo registrado no DF em 2026. O velório está marcado para esta quinta-feira (22/1), na Capela 4, das 9h às 11h, com sepultamento às 11h30.

Maria Elenice era conhecida e querida na região, onde administrava, desde 2007, um espaço de alimentação saudável. Amigos e vizinhos descrevem a vítima como uma pessoa excelente e próxima da comunidade. “Sempre que passava aqui em frente brincava com a gente”, contou Paulo Afonso, 68, dono de restaurante. Sobre o filho, Paulo lembrou: “Era um pouco mais quieto, mas nunca esperei que poderia fazer algo assim.”

O crime aconteceu por volta das 20h. O Corpo de Bombeiros Militar do DF foi acionado às 20h54, encontrando Maria Elenice já sem vida, após tentativas de reanimação. Vinícius, estudante de economia da UnB, foi encontrado sentado e tranquilo no local e levado à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Não houve discussão prévia antes do ataque; o filho entrou no quarto e golpeou a mãe de surpresa.

Em depoimento, Vinícius relatou que agiu por impulso motivado pelo incômodo com barulho e diferenças de personalidade. “Essa cena não é estranha, como se eu já tivesse visto antes”, afirmou ele, dizendo já ter tido vontade de cometer o crime antes, mas conseguia se controlar. O jovem revelou ter sido diagnosticado com ansiedade e depressão na adolescência, mas não fazia uso atual de medicação.

Este é o segundo feminicídio do ano no DF. No último domingo (18/1), Marlon Carvalhedo da Rocha foi preso pelo assassinato de Ester Silva, 14 anos, em Planaltina. Em 2025, o DF registrou 23 feminicídios confirmados, segundo a Secretaria de Segurança Pública.