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‘O Agente Secreto’ e o Oscar: bolsonarismo, desta vez, foi mais contido nas críticas


Da redação

A indicação do filme “O Agente Secreto” ao Oscar, com quatro nomeações, gerou reações distintas no cenário político brasileiro. Enquanto políticos de esquerda celebraram amplamente o feito, representantes do bolsonarismo adotaram postura mais discreta – diferente do que ocorreu na época da indicação e premiação do filme “Ainda Estou Aqui”.

A única exceção entre os bolsonaristas foi o deputado federal e ex-secretário nacional de Cultura, Mário Frias (PL-SP). Em uma postagem extensa, Frias tentou creditar as conquistas à gestão de Jair Bolsonaro na Ancine (Agência Nacional de Cinema) e desqualificou a premiação, afirmando que “prêmios não significam absolutamente nada”. O deputado também negou qualquer censura durante o governo Bolsonaro e criticou o ator Wagner Moura.

Do outro lado, a esquerda comemorou em peso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o cinema brasileiro vive “um dos melhores momentos de sua história”. Edinho Silva, presidente do PT, celebrou o resultado, dizendo que ele “reafirma a força da produção nacional”. O ministro Guilherme Boulos (Secretaria Geral) publicou vídeo com cenas do filme.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, afirmou que o longa é uma crítica à ditadura “num momento em que o país pune, pela primeira vez, um ex-presidente e generais golpistas”.

No Globo de Ouro, quando também houve premiações para “O Agente Secreto” e Wagner Moura, bolsonaristas já haviam reagido com críticas ao filme e ao ator, enquanto aliados do governo destacaram o reconhecimento como uma vitória cultural e política.