Da redação
A Agropecuária Palma, tradicional gigante do agronegócio em Luziânia (GO) fundada por Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal, é hoje palco de intensa disputa familiar pela herança avaliada em R$ 300 milhões. Após a morte de Roriz, em 2018, suas filhas Weslliane, Jaqueline e Liliane romperam relações e começaram a litigar pela divisão de bens, expondo o clã a conflitos públicos.
No início de dezembro, a Justiça de Goiás determinou a reintegração de posse da fazenda Campo Belo, parte do complexo Palma, desocupando Liliane Roriz e o marido, com apoio policial e levantamento de bens. A decisão atendeu pedido de Weslliane, sócia e administradora da empresa, que alegou ocupação baseada em acordo verbal e posterior divergência com interesses da matriz, citando a manutenção de 600 cabeças de gado e extração ilegal de eucalipto sem autorização. O caso está no STJ, com julgamento previsto para fevereiro, após o recesso judiciário.
O conflito afetou a gestão do negócio, dificultando acesso a crédito e escoamento da produção. Weslliane – escolhida pelo pai para comandar a fazenda – chegou a vender leite diretamente a restaurantes para compensar as perdas. A propriedade já faturou até R$ 2 milhões mensais, com mais de mil vacas leiteiras em 12 mil hectares, sustentando a família mesmo após os anos áureos de Roriz no governo.
Além da Palma, o espólio inclui a JJL, empresa imobiliária no valor de R$ 200 milhões, que ampliou as disputas entre as irmãs, agora sócias com 50% cada. Jaqueline e Liliane pedem a destituição de Weslliane da gestão da Palma. Os desentendimentos chegaram à Justiça: em julho de 2024, Weslliane obteve medida protetiva contra Liliane após ofensas registradas em vídeo.
Liliane acusa Weslliane de má gestão e uso privado dos bens da empresa, enquanto a administração nega as acusações e destaca respaldo judicial em suas ações. Jaqueline e seu filho, deputado Joaquim Neto, optaram por não comentar o caso, que continua sem sinal de acordo entre as partes.






