Da redação
Ao menos 80 presos políticos foram libertados neste domingo (25) na Venezuela, segundo a ONG Foro Penal, em meio a um processo gradual de soltura sob pressão dos Estados Unidos. Desde a deposição de Nicolás Maduro, após uma operação militar americana em 3 de janeiro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando do país e prometeu um “número importante” de libertações.
Apesar do anúncio, oposição e entidades de direitos humanos criticam a lentidão do processo. Familiares dos detidos permanecem do lado de fora das prisões, aguardando a saída dos parentes. “Pelo menos 80 presos políticos que estamos verificando foram libertados hoje em todo o país. É provável que ocorram mais solturas”, informou Alfredo Romero, diretor do Foro Penal, na rede X.
O advogado Gonzalo Himiob, também do Foro Penal, afirmou que as liberações ocorreram durante a madrugada e que o número pode aumentar com a atualização das verificações. Desde dezembro, o governo afirma ter libertado 626 pessoas, mas o dado diverge dos números da ONG, que contabiliza cerca da metade.
Na sexta-feira (23), Rodríguez anunciou que o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos analisará os números. No sábado, a presidente interina convocou a oposição a “alcançar acordos” para a “paz” no país, agora sob influência direta dos EUA após a deposição de Maduro.
Após anos sob rígido controle estatal, protestos contra a reeleição de Maduro em 2024 sofreram repressão, com mais de 2.000 pessoas presas em 48 horas. O estado de comoção permanece, com punições a quem apoiar o ataque americano. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, enfrentam ainda processos por narcotráfico em Nova York.





