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Polícia afasta adolescente de agressões ao cão Orelha após divulgação de imagem nas redes sociais

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Da redação

A Polícia Civil descartou a participação de um adolescente no caso de maus-tratos ao cão Orelha, encontrado ferido recentemente. Investigadores ouviram moradores da região, analisaram imagens de câmeras de segurança e coletaram testemunhos, além de examinar laudos veterinários. “Nenhum elemento levantado nas diligências apontou para o envolvimento do jovem nas agressões”, informou a polícia.

O cão Orelha permanece em recuperação e apresenta quadro estável após atendimento emergencial em clínica veterinária. Profissionais que avaliaram o animal confirmaram “sinais de violência continuada”, mas ressaltaram que não há indícios de que objetos associados às lesões possam ligar o adolescente ao episódio. Um relatório técnico detalhado foi entregue ao delegado responsável.

Segundo o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), maus-tratos a animais são considerados crime, com pena de detenção de três meses a um ano e multa. Nos casos de lesões graves, a punição pode ser aumentada. Especialistas em direito ambiental reforçam a importância do rigor nas investigações.

A polícia destacou que a divulgação precipitada de dados pessoais e imagens de suspeitos nas redes sociais pode prejudicar tanto os investigados injustamente quanto as apurações. Orienta-se que denúncias sejam feitas pelos canais oficiais e que informações sejam compartilhadas apenas após confirmação das fontes.

O delegado responsável informou que as investigações continuam para identificar o autor das agressões contra o cão Orelha. A comunidade foi estimulada a colaborar com informações, com garantia de sigilo. Até o momento, não houve prisões relacionadas ao caso.