Da redação
Henri Kluge, diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, afirmou que o risco de transmissão de ebola durante a Copa do Mundo de Futebol, realizada de 11 de junho a 19 de julho no Canadá, México e Estados Unidos, permanece baixo. Nenhum caso foi registrado atualmente nos países anfitriões ou na Europa.
Kluge esclareceu que um paciente que havia sido evacuado de Uganda para a Alemanha se recuperou após isolamento seguro, e cinco contatos monitorados por 21 dias não adoeceram. Segundo ele, não há casos ativos nem indícios de transmissão local relacionados à doença na região europeia até o momento.
Apesar do risco reduzido, a OMS recomenda atenção a sintomas de ebola, como febre, dores e vômitos, especialmente para quem esteve recentemente na República Democrática do Congo ou Uganda. Viajantes que apresentarem sintomas dentro de três semanas devem procurar assistência médica imediatamente.
A orientação é válida para grandes eventos que reúnem milhares de pessoas, como a Copa do Mundo. A OMS reforça a importância de procedimentos rotineiros de verificação de saúde em fronteiras e nas arenas, com o objetivo de proteger todos os participantes e minimizar possíveis riscos.
Sobre o atual surto, a maior parte dos casos de ebola ocorre em regiões remotas da República Democrática do Congo. Triagens são realizadas antes da saída de viajantes dessas áreas. A doença não é transmitida pelo ar, sendo o contágio possível apenas com contato direto com fluidos corporais de pessoas doentes e apenas quando elas apresentam sintomas.
Ainda segundo Kluge, é fundamental combater o estigma associado à doença, destacando que nacionalidade ou etnia não determinam o risco de transmissão. O estigma, de acordo com o especialista, pode afastar pessoas do atendimento e dificultar o controle de surtos.





