Maior despesa do governo envolve condução coercitiva de um ex-diretor do INSS no Amazonas


Da redação

Uma audiência realizada em Brasília discutiu os custos da condução coercitiva de um ex-diretor do INSS no Amazonas, considerada a operação mais cara do órgão até agora. Levantamento da área de Finanças revelou que os gastos envolveram logística, segurança e diárias para as equipes deslocadas até a região Norte. A medida foi autorizada para assegurar o depoimento do ex-diretor em processos administrativos em andamento.

As despesas detalhadas incluíram o aluguel de aeronaves para o transporte de agentes federais a cidades do interior do Amazonas, pagamento de hospedagem na capital e contratação de apoio logístico. Parte significativa dos valores se deveu às diárias dos servidores envolvidos, além de alimentação e combustível, devido ao acesso difícil a algumas localidades.

A condução coercitiva é prevista no Código de Processo Penal e regulamentada por portarias do Conselho Nacional de Justiça, permitindo o comparecimento obrigatório de investigados ou testemunhas. No caso do ex-diretor do INSS, a medida foi fundamentada pela necessidade de esclarecimentos em processos internos da autarquia.

O INSS é responsável pela gestão de benefícios previdenciários no Brasil, exigindo operações frequentes de fiscalização em diferentes estados. A complexidade logística da operação no Amazonas, maior estado brasileiro e com infraestrutura limitada, contribuiu para o alto custo, especialmente com a necessidade de aeronaves de pequeno e médio porte e veículos adaptados para estradas não pavimentadas.

Especialistas destacam que além dos custos diretos, operações como essa exigem planejamento prévio e contratação de serviços especializados. Órgãos de controle avaliam formas de otimizar recursos em futuras operações, buscando equilíbrio entre eficiência investigativa e rigor no controle dos gastos públicos.