Da redação
Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmam que Marco Buzzi deve ser afastado do cargo devido à acusação de importunação sexual feita contra ele. A maioria dos integrantes da corte tende a votar pela aposentadoria compulsória de Buzzi após a conclusão de uma sindicância. O assunto foi discutido em sessão secreta nesta quarta-feira (4), onde Buzzi apresentou defesa, negou as acusações, afirmou surpresa com a denúncia e disse não saber o motivo da jovem de 18 anos, filha de amigos, agir daquela forma.
Durante a sessão, oito dos 29 ministros votantes se manifestaram contra a abertura da sindicância. Após sua fala, Buzzi deixou a sessão antes do término. No dia seguinte, foi internado no hospital DF Star, em Brasília, apresentando atestado médico ao tribunal, sem previsão de alta segundo o STJ. Ainda na quinta-feira (5), a jovem prestou novo depoimento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), confirmando e detalhando as acusações.
Na sessão de quarta-feira, ministros tentaram acordar um anúncio unânime sobre a abertura da investigação, mas houve divergências. A ala contrária defendia aguardar a apuração criminal, conduzida no STF pelo ministro Kassio Nunes Marques, e o procedimento administrativo do CNJ. A consequência administrativa pode ser a aposentadoria compulsória de Buzzi, que perderia o cargo mas manteria os proventos, enquanto uma condenação no STF pode levá-lo à prisão e à perda da aposentadoria.
Segundo a denúncia, a família da jovem estava hospedada na casa de praia de Buzzi no litoral catarinense. O episódio teria ocorrido quando ambos estavam no mar, e a vítima relatou imediatamente o ocorrido aos pais, que registraram boletim de ocorrência.
Em nota, Buzzi declarou ter sido surpreendido pelas “insinuações” e negou as acusações. A defesa da família da jovem aguarda rigor nas apurações. O CNJ informou que o caso tramita sob sigilo para proteção da vítima. Marco Buzzi, de 68 anos, integra o STJ desde 2011 e foi desembargador em Santa Catarina.





