Da redação
Em um dia de forte otimismo no mercado financeiro, o dólar comercial fechou esta segunda-feira (9) em R$ 5,188, recuando 0,62% e atingindo o menor valor em 21 meses. Durante a sessão, a cotação chegou a R$ 5,17, mas investidores aproveitaram para comprar a moeda em queda. Desde 28 de maio de 2024, quando atingiu R$ 5,15, o dólar não apresentava valor tão baixo. Em 2026, acumula desvalorização de 5,47%.
A bolsa de valores brasileira também registrou alta significativa. O Ibovespa encerrou o pregão aos 186.241 pontos, subindo 1,8% e atingindo novo recorde. O avanço foi puxado por ações de bancos, petroleiras e mineradoras, setores de grande peso no índice. O último recorde do Ibovespa havia sido registrado em 3 de junho. Em 2026, o índice acumula alta de 15,69%.
No cenário internacional, o dólar iniciou o dia em queda frente ao real devido a fatores como possíveis intervenções para fortalecer o iene japonês e à divulgação de dados fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Estes fatores aumentaram as expectativas de uma nova redução dos juros pelo Federal Reserve.
A vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi também contribuiu para a valorização do iene frente ao dólar. O movimento mais relevante, porém, foi a recomendação do governo chinês para que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A China é o maior detentor de papéis americanos e busca diversificar suas reservas internacionais.
A combinação desses fatores favoreceu a queda do dólar e a alta da bolsa brasileira, além de fortalecer moedas de outros países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. O cenário positivo para mercados emergentes, observado desde o início do ano, tende a se manter nos próximos meses.
*Com informações da Reuters






