Da redação
O Tesouro Nacional anunciou nesta segunda-feira (9) o resultado da primeira emissão de títulos soberanos brasileiros no mercado internacional em 2024. A operação movimentou US$ 4,5 bilhões, com a emissão do novo título Global 2036, com vencimento em 22 de maio de 2036, e a reabertura do Global 2056, que vence em 12 de janeiro de 2056.
O Global 2036 foi emitido no valor recorde de US$ 3,5 bilhões para um papel de dez anos do Tesouro, com juros de 6,4% ao ano e cupom de 6,25% ao ano, pagos semestralmente em maio e novembro. O spread foi de 220 pontos-base (2,2 pontos percentuais) acima do título do Tesouro dos Estados Unidos. Na emissão anterior de dez anos, realizada em novembro, os juros ficaram em 6,2% ao ano e o spread em 210,9 pontos-base.
Para o título de 30 anos, o Global 2056, o governo captou US$ 1 bilhão, com juros de 7,3% ao ano, cupom de 7,25% ao ano e spread de 245 pontos-base sobre papéis equivalentes dos EUA. O spread foi o mais baixo para títulos brasileiros de 30 anos desde julho de 2014. Na última emissão do Global 2056, em setembro de 2023, os juros foram de 7,5% ao ano e o spread, de 252,7 pontos.
O Tesouro destacou que a demanda dos investidores foi 2,7 vezes maior do que o volume ofertado, com o interesse atingindo cerca de US$ 12 bilhões. O volume captado para o Global 2036 foi o maior já registrado para emissões de dez anos pelo governo brasileiro.
A operação foi coordenada por HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. Os recursos captados serão incorporados às reservas internacionais do Brasil em 19 de fevereiro. “Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira”, afirmou o Tesouro em nota.






