Início Distrito Federal Folia com paquera e sem asssédio; saiba onde pedir ajuda

Folia com paquera e sem asssédio; saiba onde pedir ajuda

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Da redação

Durante o carnaval de Brasília, mulheres relatam insegurança devido ao medo de assédio e importunação sexual, mesmo com o clima festivo. No sábado (14/2), a atriz Taina Cary, 30 anos, mestre de cerimônia do Bloco do Amor, contou ter passado por situação de assédio enquanto curtia o evento ao lado da irmã, Naomi Cary. “Foi uma pessoa que não aceitou o não. Ofereceu até dinheiro”, denunciou Taina, destacando a importância de espaços seguros para mulheres.

Ela afirma que busca blocos onde se sente mais protegida, apesar de não considerar os carnavais de Brasília plenamente seguros. “Estando com amigas, ficando alerta, dá para curtir de boa”, avalia. Segundo Taina, o principal problema está na interpretação equivocada que alguns homens têm sobre a liberdade feminina no carnaval. “As pessoas pensam que, por causa da vestimenta, têm mais liberdade com o nosso corpo. Não é programa, é carnaval”, critica.

Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) indicam que, apesar de não haver registros formais de assédio nos carnavais dos dois últimos anos, 48 casos foram contabilizados em 2025 até junho em todo o DF. A consultora em gênero e raça Kelly Quirino orienta que mulheres busquem organizadores, acionem pessoas próximas e registrem imagens caso sofram importunação. Também recomenda denunciar pelo 180 e registrar boletim de ocorrência.

A psicóloga social Flávia Timm, do Ceub, alerta que a insegurança das mulheres é fundamentada: “A insegurança não é exagero ou medo irracional, é resposta à violência e à cultura que objetifica o corpo feminino”. Flávia diferencia paquera de assédio, explicando que assédio ocorre quando o homem ignora a recusa da mulher.

Neste carnaval, a Polícia Militar do DF implantou a Sala Lilás, van itinerante para acolhimento e atendimento especializado a mulheres vítimas de violência. Segundo o tenente Marco Feitosa, a equipe está preparada para dar suporte imediato e, se necessário, encaminhar as vítimas a serviços especializados.