Da redação
Os assassinatos de indígenas no Brasil aumentaram em 2025 pelo terceiro ano consecutivo durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo relatório independente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Igreja Católica. O documento aponta 258 mortes, a maioria na Amazônia.
De acordo com o Cimi, a violência geral contra povos indígenas se agravou, marcada por um aumento das invasões, principalmente devido à exploração de garimpo e madeira. Roberto Liebgott, autor do relatório, afirmou à AFP: “Há um avanço grande da exploração garimpeira e da exploração madeireira, então é uma invasão sistemática das terras indígenas”.
Nos três primeiros anos do governo Lula, de 2023 a 2025, foram registrados 677 assassinatos de indígenas. No mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, esse número foi de 651. Liebgott declarou: “Seja em tempos de governo popular, em tempos de governos de direita, de extrema direita, o ambiente de violência contra os povos indígenas é sistemático”.
Uma força-tarefa do governo atuou em Roraima no ano passado para combater garimpeiros ilegais, mas, conforme Liebgott, esses grupos migraram para territórios mais remotos. O Cimi também registrou 215 suicídios entre indígenas. Especialistas consideram essas áreas barreiras importantes contra o desmatamento, auxiliando na mitigação do aquecimento global. O Brasil tem cerca de 1,7 milhão de indígenas em uma população estimada em 212 milhões de habitantes.





