Da redação
Brasília se despediu do Carnaval de 2026 com ruas cheias de diversidade e alegria, repetindo o clima plural que marcou a festa nos últimos dias. Famílias, amigos e foliões de todas as idades ocuparam os espaços públicos, transformando o último dia em uma celebração de memórias construídas entre fantasias amassadas, glitter resistente e maquiagem borrada.
Na folia do Setor Carnavalesco Sul, o Bloco B de Beyoncé reuniu foliões como Aline Fernandes, 31 anos, do Guará, e André Erik, também 31, de Taguatinga. Eles prepararam fantasias durante um mês, com organização detalhada em planilhas e compras feitas até em São Paulo. “A ideia era ser um cogumelo, personalizei com pérolas. Fizemos todas as fantasias deste carnaval”, contou Aline.
Na Praça do Museu de Planaltina, o Carna Rock celebrou sua 11ª edição com um ambiente alternativo. Raiane Lima, 29 anos, ressaltou a importância cultural do evento. “O rock encaixa perfeitamente com a cultura da cidade e serve como desabafo”, afirmou. Autista e pouco fã de grandes multidões, ela conseguiu aproveitar o bloco com tranquilidade.
Fantasias também tiveram significado marcante para Suellen Martins, 39, professora vestida de arara em homenagem aos alunos. “As asas deram trabalho, mas foi gratificante. Me sinto livre no carnaval”, relatou, destacando seu apreço pelo tradicional bloco Pacotão.
Turistas marcaram presença, como o francês Antoine da Cunha, 62, que participa da festa há 18 anos e integra o grupo Concentra Mas Não Sai. Antoine elogia: “Aqui tudo é maravilhoso, diferente, muita animação e carinho”. Já Ana Clara Matos e Rafael da Silva, moradores de Brasília, apostaram em criatividade: foram à folia com fantasias de Sol e Buraco Negro, feitas de materiais recicláveis. “Carnaval também é sobre criar e se jogar”, resumiu Ana Clara.





