Da redação
Na véspera do discurso anual sobre o Estado da União, o presidente dos EUA, Donald Trump, enfrenta um dos momentos mais difíceis de seu segundo mandato. Pesquisa Washington Post-ABC News-Ipsos, divulgada no domingo (22), mostra aprovação de apenas 39% e desaprovação de 60%, com 47% rejeitando fortemente seu governo – índices similares aos registrados logo após o ataque ao Capitólio em janeiro de 2021.
Apesar de ainda contar com o apoio de 85% dos republicanos, esse respaldo firme caiu para 48%, bem abaixo dos 63% registrados há um ano. Entre democratas e independentes, a rejeição a Trump chega a 94% e 69%, respectivamente. Entre os principais motivos de insatisfação estão inflação (65%), tarifas (64%) e intervenções militares em outros países (62%).
O tema da inflação, que Trump afirma ter “acabado”, preocupa os americanos. Embora o núcleo da inflação tenha subido a uma taxa anualizada de 3% em dezembro, acima da meta do Fed, há críticas sobre sua condução econômica. Outro ponto negativo é a recente intervenção militar em sete países, além da mobilização de tropas no Oriente Médio.
A decisão da Suprema Corte de considerar ilegais as tarifas impostas por Trump levou o presidente a anunciar novas taxas universais, que começam a vigorar nesta terça-feira (24). Ele reagiu duramente: “Tenho vergonha de certos membros da Suprema Corte. Esses juízes são uma vergonha para nossa nação”.
Os democratas veem nas tarifas um trunfo para as eleições de meio de mandato e exigem a devolução de US$ 8,6 bilhões aos eleitores. Segundo pesquisa YouGov, 66% dos americanos acreditam que as tarifas de Trump aumentaram os preços.






