Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que o vice-presidente Geraldo Alckmin auxilie o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na elaboração de uma estratégia eleitoral para conquistar votos no interior de São Paulo. Haddad é o nome escolhido por Lula para disputar o governo do Estado contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Lula, Alckmin e Haddad têm reunião marcada para a próxima terça-feira, 3, para avaliar a primeira etapa da campanha ao Palácio dos Bandeirantes e ao Senado.
Nas últimas conversas, Lula reafirmou a intenção de manter Alckmin como vice em sua chapa à reeleição e atribuir a ele papel de destaque na disputa paulista. Ex-governador de São Paulo por quatro mandatos, Alckmin manteve laços com setores do agronegócio, porém perdeu apoio entre conservadores ao trocar o PSDB pelo PSB e se aliar a Lula. Mesmo assim, o Palácio do Planalto vê Alckmin como representante do centro político; ele, no entanto, não pretende disputar o Senado.
Lula orientou Alckmin e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), a intensificar viagens ao interior paulista, onde o PT encontra dificuldades eleitorais. Estratégias foram discutidas em jantar nesta quinta-feira, 26, com Lula, Haddad, a primeira-dama Rosângela da Silva e Ana Estela Haddad. Inicialmente resistente, Haddad aceitou concorrer novamente ao governo estadual após pedido de Lula, mas nega em público uma decisão definitiva.
A corrida ao Senado por São Paulo terá a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que deve trocar o MDB pelo PSB, já que seu partido apoia Tarcísio. No entanto, ainda há incerteza sobre o papel de Márcio França, cogitado para vice de Haddad ou para o Senado. Marina Silva, atual ministra do Meio Ambiente, planeja deixar a Rede e retornar ao PT para disputar o Senado, embora apenas duas vagas estejam disponíveis.
Aliados do presidente avaliam que a segurança pública será tema central da campanha em São Paulo. O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário da Segurança e relator do projeto de lei Antifacção, aprovado na última terça-feira, 24, é visto como forte adversário do PT na disputa ao Senado.






