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O esforço da Justiça Eleitoral para conter a abstenção em nova disputa polarizada


Da redação

A Justiça Eleitoral intensifica esforços para reduzir a abstenção nas eleições de 2024, após o recorde registrado em 2022. Naquele pleito, mais de 32 milhões de brasileiros — o equivalente a 20,9% do eleitorado, maior índice desde 1998 — não compareceram às urnas, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Para reverter o quadro, a corte aposta em campanhas de conscientização e na regularização de títulos eleitorais antes do encerramento do prazo, em 6 de maio.

O TSE alerta que irregularidades precisam ser solucionadas até essa data-limite, restando pouco mais de dois meses para eleitores resolverem pendências. Tribunais regionais eleitorais ampliam plantões de atendimento e investem em ações educativas, diante da baixa eficácia das sanções judiciais, como multas e restrições de direitos civis.

A polarização política, acentuada na última disputa entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), é apontada como fator que, apesar de engajar militantes, afasta eleitores sem identificação partidária. O TSE avalia que uma possível disputa entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente pode repetir o cenário de desinteresse de 2022, caso a radicalização persista.

Além da elevada abstenção, a Justiça Eleitoral cancelou mais de 5 milhões de títulos por ausência nos três últimos pleitos, o que representa 3,17% dos 159 milhões de eleitores cadastrados. O número de títulos cancelados supera, em mais de duas vezes, a diferença de votos que garantiu a vitória de Lula sobre Bolsonaro.

Dessa forma, a Justiça Eleitoral reforça a importância da regularização dos documentos e da participação cívica, buscando evitar, nas urnas em 2024, uma repetição dos índices negativos observados no último pleito presidencial.