Início Eleições Embate entre Flávio e Lula: empate por áreas marca pré-eleição

Embate entre Flávio e Lula: empate por áreas marca pré-eleição


Da redação

A pesquisa mais recente da AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, mostra que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão praticamente empatados na corrida presidencial para 2026, tanto na intenção de voto quanto na percepção do eleitor sobre quem está mais preparado para gerir áreas centrais do país.

No detalhamento por áreas de governo, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em temas como economia, inflação, saúde, educação, combate à corrupção e pobreza e desigualdade social — tradicionalmente associada ao discurso de Lula. Na avaliação dos entrevistados, Flávio Bolsonaro tem pequena vantagem nos quesitos combate à criminalidade, investimentos em infraestrutura e busca do equilíbrio fiscal, enquanto Lula lidera em geração de empregos, promoção da democracia e meio ambiente.

Segundo o consultor e professor de marketing político Marcelo Vitorino, os dados refletem a percepção do eleitor, não uma avaliação objetiva de desempenho administrativo. Ele alerta para a campanha de Lula: “Se eu estivesse ao lado do Lula, veria isso como uma luz amarela piscando. Como alguém sem legado administrativo pode ser percebido de forma semelhante a quem já governou o país? Isso é prova inequívoca de que algo está errado”, afirmou.

A área de pobreza e desigualdade social chama atenção pelo empate técnico: 47% confiam mais em Lula e outros 47% em Flávio Bolsonaro; 6% não souberam responder. Para Vitorino, isso mostra que Lula encontra dificuldades para além de sua base consolidada. “Lula fracassou em sair da própria bolha”, avaliou.

Breno Oliveira, gerente de dados da AtlasIntel, lembra que programas como Bolsa Família foram mantidos e ampliados por Jair Bolsonaro, sob o nome de Auxílio Brasil, o que dilui a identificação dessas políticas com o PT. O cenário sugere que a disputa deve se estender também ao campo dos valores, entre pautas progressistas e conservadoras, com expectativa de tom mais moderado por parte de Flávio Bolsonaro.