Da redação
A eclosão da guerra no Oriente Médio, após a morte do aiatolá Ali Khamenei e a reação militar do Irã contra aliados dos Estados Unidos e Israel, impactou a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora Lula tenha anunciado que um encontro com Donald Trump poderia ocorrer em março, possivelmente no dia 16, a data segue indefinida. A escalada do conflito passou a ser avaliada pela diplomacia brasileira quanto à viabilidade da viagem do presidente.
Interlocutores do governo classificam a situação como “fluida” e ressaltam que “ainda é cedo para se tirar conclusões” sobre os próximos passos. “Um dia e uma questão de cada vez”, disse um integrante do governo envolvido na preparação da reunião, ao PlatôBR.
A posição de Lula será a defesa do diálogo para a pacificação, colocando-se à disposição como mediador, apesar de não esperar aceitação por parte de Trump ou de Israel. O governo brasileiro observou que negociações em andamento entre líderes árabes foram interrompidas pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao líder islâmico. A instabilidade atual dificulta qualquer abertura para conversações.
O sultão de Omã, Badr Albusaidi, expressou frustração com a morte de Khamenei, anunciada por Trump, destacando que “negociações ativas e sérias foram mais uma vez minadas”. Após a reação do Irã, Albusaidi fez um apelo pela retomada da diplomacia, afirmando: “Quanto mais cedo as negociações forem retomadas, melhor para todos”.
Desde sábado, 28, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) mantém contato permanente com o embaixador brasileiro em Teerã, concentrando-se na assistência a brasileiros afetados. O Itamaraty emitiu duas notas: a primeira condenou os ataques dos EUA e de Israel ao Irã e expressou “grave preocupação”; a segunda solidarizou-se com os países atingidos na contraofensiva iraniana, apelando à contenção e ao respeito ao direito internacional.






