Início Distrito Federal “Federalização e privatização estão totalmente fora do menu”, garante BRB

“Federalização e privatização estão totalmente fora do menu”, garante BRB


Da redação

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) enfrentou forte tensão nesta segunda-feira (2) durante a reunião com o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Souza. O encontro terminou sem consenso sobre a votação do Projeto de Lei nº 2.175/2026, que prevê um plano de capitalização de R$ 6,6 bilhões para a instituição. Deputados cobraram transparência e questionaram informações apresentadas pela diretoria do BRB.

O presidente da CLDF, Wellinton Luiz (MDB), afirmou que a votação do projeto dependerá do Colégio de Líderes, marcado para esta terça-feira (3), mas destacou que há condições para o tema seguir ao plenário. O líder do governo na Câmara, Hermeto (MDB), também defendeu a urgência da aprovação, citando o risco de mais de 6 mil empregos caso o banco não seja socorrido.

Durante o encontro, Nelson Souza detalhou que o BRB tem uma provisão de aproximadamente R$ 8 bilhões e ressaltou a necessidade do aporte de capital de até R$ 6,6 bilhões. Ele afirmou que há diversas opções para levantar os recursos, como empréstimos, criação de fundo imobiliário e venda de subsidiárias. Pela primeira vez, apresentou o plano em 7 de janeiro de 2026 e afirmou que busca uma solução definitiva até 18 de março do mesmo ano.

Parlamentares demonstraram preocupação principalmente em relação à avaliação dos imóveis que compõem o pacote de alienação, estimado em R$ 6,486 bilhões pelo governo. Joaquim Roriz Neto (PL) protocolou requerimento pedindo reavaliação imediata dos terrenos oferecidos pelo GDF, temendo subavaliação do patrimônio público.

Apesar das discussões, tanto oposição quanto base governista rejeitam federalização ou privatização do BRB. O presidente do banco garantiu que não há planos para privatização e prometeu esforços para recuperar recursos, incluindo a retomada de carteiras do Master via Supremo Tribunal Federal. O destino do banco depende agora da deliberação do Colégio de Líderes e dos laudos técnicos exigidos pelos deputados.