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Dia Mundial da Vida Selvagem destaca plantas medicinais e proteção dos ecossistemas


Da redação

Neste 3 de março, o Dia Mundial da Vida Selvagem é celebrado com uma mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres, que destaca o papel central das plantas como “os arquitetos silenciosos do planeta”. Segundo Guterres, a flora sustenta economias, apoia a saúde humana e é base para quase todas as demais formas de vida.

A data, proclamada pela Assembleia Geral da ONU, marca a adoção da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites), em 1973. Atualmente, a Convenção conta com 183 Estados-membros e regula o comércio internacional de espécies selvagens para garantir sua sobrevivência.

Este ano, o lema do Dia Mundial da Vida Selvagem é “Plantas Medicinais e Aromáticas: Conservando Saúde, Patrimônio e Meios de Subsistência”. Guterres reforça que essas plantas são fundamentais para a medicina tradicional e moderna, fortalecem a biodiversidade, estabilizam solos e representam séculos de conhecimento indígena e local.

Segundo dados da FAO, embora mais de 6.000 espécies de plantas tenham sido cultivadas para alimentação, menos de 200 são predominantes na produção global, regional ou nacional. Além disso, a ONU aponta que cerca de 50 mil espécies selvagens suprem necessidades de bilhões de pessoas e que 9% das espécies vegetais usadas para fins medicinais e aromáticos estão ameaçadas de extinção.

Guterres alerta que a crise climática, destruição de habitats, exploração excessiva e comércio ilegal aceleram o declínio de milhares de espécies e ameaçam ecossistemas e meios de subsistência. O secretário-geral defendeu o fortalecimento da governança ambiental global e concluiu a mensagem convocando todos os países a uma ação coletiva pela proteção dos bens comuns globais.