Da redação
A análise de quase 1.500 documentos internos de uma unidade de inteligência russa revelou a extensão de uma rede global de desinformação coordenada pelo Kremlin. Os arquivos, examinados pelos jornalistas Léa Peruchon e Eloïse Layan, foram divulgados pela plataforma Forbidden Stories.
Segundo os dados, a organização conhecida como “A Companhia” operou em pelo menos 30 países. As informações detalham estratégias e ações desenvolvidas para influenciar narrativas e promover interesses do governo russo em várias partes do mundo.
Os documentos expõem o funcionamento da rede, desde o financiamento até a execução de campanhas de desinformação. O material descreve métodos utilizados para disseminar notícias falsas e manipular a opinião pública internacional.
O levantamento demonstra a atuação estruturada e sistemática da unidade de inteligência russa em âmbito global, evidenciando o papel central do Kremlin no financiamento e na coordenação dessas operações.
As revelações feitas pela plataforma Forbidden Stories levantam questões sobre os impactos das campanhas de desinformação em processos democráticos e nas relações internacionais dos países afetados pela atuação da rede.








