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Ambiente conturbado: por que aprovação de Messias no Senado nunca esteve tão difícil

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Da redação

A indicação do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) ao Supremo Tribunal Federal enfrenta crescente resistência no Senado. Desde que foi anunciado pelo presidente Lula em novembro de 2023 para a vaga de Luiz Roberto Barroso, Messias esbarra na má vontade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e na oposição, especialmente de parlamentares evangélicos.

Nas últimas semanas, a conjuntura tornou-se ainda mais desfavorável. A ascensão de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas para as próximas eleições e suspeitas de desvios de conduta de ministros do STF relacionados ao banco Master ampliaram os obstáculos à aprovação do indicado. Fontes do Planalto e da AGU avaliam que o clima político para Messias nunca esteve tão instável. Segundo um interlocutor próximo ao processo, a indicação está “em suspenso” e Lula, por ora, evita enviar a mensagem formal ao Senado.

Apesar de uma reaproximação entre Lula e Alcolumbre no fim do ano passado, o presidente do Senado mantém comportamento considerado instável pelo governo, alternando sinais contraditórios e dificultando acordos. Na semana passada, Alcolumbre reclamou da falta de convites para reuniões e, depois, conversou com Lula por telefone, mas o ambiente político segue tenso. O governo também estranhou a decisão de Alcolumbre de deixar caducar a medida provisória do Redata, importante para empresas de call center, e de não anular as quebras de sigilo da CPI do INSS, atingindo o filho do presidente.

O entorno de Messias considera o cenário “delicado”, agravado pelas investidas da oposição, que tenta pautar CPIs e votações de impeachment contra ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Além disso, Flávio Bolsonaro articula a bancada conservadora e religiosa contra a indicação de Messias, afirmando já contar com 35 votos contrários no Senado.