Da redação
A Petrobras anunciou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil sem comprometer a rentabilidade da empresa. Em nota enviada à Agência Brasil, a estatal afirmou que, mesmo diante de guerras e tensões geopolíticas que aumentam a volatilidade do mercado internacional de energia, mantém o compromisso de mitigar esses efeitos no país.
Segundo a companhia, a adoção de novas estratégias comerciais, que levam em conta “as melhores condições de refino e logística”, permite ao mesmo tempo estabilidade nos preços e proteção sustentável da rentabilidade. “Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, informou a Petrobras.
Por questões concorrenciais, a empresa não antecipa decisões, mas reafirmou o compromisso com uma atuação responsável, equilibrada e transparente para a sociedade.
A recente alta do petróleo está relacionada à escalada de conflitos no Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota de 25% do comércio mundial do produto. O preço do barril chegou a US$ 120 em 9 de outubro, mas caiu após o então presidente dos EUA, Donald Trump, declarar proximidade do fim da guerra. Atualmente, o barril Brent é negociado abaixo de US$ 100, acima dos US$ 70 anteriores ao conflito.
A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), Ticiana Álvares, explicou que a Petrobras só pôde mitigar parte dos impactos porque abandonou, em 2023, a política de paridade internacional (PPI). Embora essa mudança dê margem de manobra, Ticiana ressaltou que os efeitos são limitados e temporários, devido à dependência de importações e à privatização de refinarias, como a Rlam, na Bahia.








