Da redação
Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás (UFG), apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), conquistou o segundo lugar na categoria Inovação de Processos do Prêmio Inova UFSC 2025. A premiação ocorreu em 26 de fevereiro, na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis.
O trabalho, coordenado pelos pesquisadores Sumbal Saba e Jamal Rafique, do Laboratório de Síntese Sustentável e Organocalcogênio (LabSO/UFG), criou uma rota sustentável para a síntese de compostos com potencial para o tratamento da doença de Alzheimer. A pesquisa utiliza técnicas de Química Verde, com reações rápidas por irradiação de micro-ondas, solventes sustentáveis e sem geração de resíduos tóxicos.
Segundo Sumbal Saba, o composto mais promissor apresentou atividade superior à da galantamina, referência atual no tratamento do Alzheimer, além de demonstrar forte ação antioxidante por múltiplos mecanismos, considerados estratégicos contra processos neurodegenerativos. A inovação tem patente concedida pelo INPI (BR 10 2022 007315-5, 2022) e é escalável tanto em laboratório quanto em produção industrial.
O projeto recebeu R$ 279.965,00 da Fapeg, via chamada pública 04/2023, destinados à compra de um reator de micro-ondas. Outro apoio, do edital 01/2025, destinou R$ 8.850,00 para custear a participação na premiação. “Sem essa infraestrutura construída com apoio estadual, os resultados que levaram à patente e à premiação simplesmente não existiriam”, afirmou Sumbal Saba.
Os próximos passos envolvem testes pré-clínicos em modelos celulares e animais para avaliar a segurança e eficácia dos compostos. O grupo busca parceria com empresas farmacêuticas e de biotecnologia para licenciamento da tecnologia, com a expectativa de avançar futuramente para fases clínicas como candidato a fármaco contra o Alzheimer.








