Da redação
Integrantes da equipe de comunicação do presidente Lula defendem uma postura de contra-ataque caso o senador Flávio Bolsonaro use a campanha para fazer críticas relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A orientação apresentada nos bastidores é que Lula responda destacando que investigações sobre seus familiares foram conduzidas de forma autônoma pelos órgãos de controle durante seus governos.
Auxiliares sugerem que o presidente, em eventual resposta pública, afirme que a Polícia Federal teve liberdade para atuar, inclusive em apurações envolvendo pessoas próximas a ele. O objetivo é transformar possíveis ataques em uma comparação direta com a gestão de Jair Bolsonaro.
A estratégia central proposta ao presidente consiste em Lula questionar se, no governo do ex-presidente Bolsonaro, algum dos filhos dele suspeito de irregularidades foi investigado de maneira independente. Dessa maneira, Lula reforçaria o discurso de autonomia das instituições investigativas em suas gestões.
Com essa abordagem, a equipe de comunicação visa deslocar o debate para a relação do bolsonarismo com órgãos de controle, contrastando os dois governos quanto à condução de investigações envolvendo familiares.
Durante todo o inquérito das rachadinhas, Flávio Bolsonaro atuou judicialmente para impedir o avanço das investigações, buscando anular o processo na Justiça — o que acabou sendo conseguido.






