Da redação
A seleção do Irã participará da Copa do Mundo com restrições logísticas inéditas, devido a limitações impostas pelos Estados Unidos em meio ao conflito entre os dois países. Segundo o embaixador iraniano no México, os jogos ocorrerão nos EUA durante a fase de grupos, mas a delegação precisará entrar e sair do país em cada partida.
Essa situação forçou mudanças na preparação da equipe. Inicialmente, a seleção planejava se concentrar em Tucson, no Arizona, mas atrasos na emissão de vistos obrigaram a federação a transferir a base para Tijuana, cidade mexicana próxima à fronteira. Agora, o Irã permanecerá no México e viajará somente para disputar os jogos.
A comissão técnica enfrenta um desafio logístico adicional, já que a cada confronto será necessário atravessar a fronteira e retornar imediatamente após os jogos. O embaixador Abolfazl Pasandideh afirmou que os jogadores receberam permissão específica para participar das partidas, mas não poderão permanecer nos Estados Unidos.
Apesar da autorização para atletas e profissionais considerados essenciais, cerca de quinze membros da delegação iraniana ainda aguardam liberação de visto. Entre eles estão dirigentes, auxiliares técnicos e integrantes das equipes de apoio. Representantes iranianos informam que vários pedidos de visto foram negados pelas autoridades americanas.
A pressão diplomática gerou críticas da federação iraniana e membros do governo, porém as autoridades dos Estados Unidos confirmaram que todos os jogadores e os profissionais essenciais estão aptos a atuar na competição. O Irã fará suas partidas contra Bélgica, Egito e Nova Zelândia, duas em Los Angeles e uma em Seattle, cruzando a fronteira diversas vezes em curto intervalo.
O contexto político agravou as dificuldades da delegação, já que, nos últimos meses, a emissão de vistos esteve sob forte incerteza. Agora, a seleção mantém o foco na disputa esportiva, mesmo diante de uma logística sem precedentes no torneio e do clima de tensão entre os países envolvidos.





