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Paes e Castro travam ‘guerra dos ônibus’ em semana de virada de embate eleitoral


Da redação

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), iniciou sua última semana no cargo promovendo entregas em áreas de responsabilidade estadual, já mirando a campanha para o governo fluminense. Nesta segunda-feira (16), Paes e o governador Cláudio Castro (PL) entraram em confronto pelo controle do transporte na região metropolitana, após a prefeitura lançar o BRT Metropolitano, que liga Mesquita, na Baixada Fluminense, à capital, contrariando determinações do governo estadual.

A gestão Paes colocou 15 ônibus em circulação, prometendo reduzir tempo e custo no deslocamento de moradores da Baixada até o recém-inaugurado Terminal Metropolitano Pedro Fernandes. Em resposta, o governo Castro alegou não ter autorizado o serviço, reboqueou um dos veículos e ameaçou prender o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes. Diante do confronto, a prefeitura suspendeu a operação do novo BRT.

Em suas redes sociais, Paes criticou a decisão estadual: “O governo Cláudio Castro acabou de apreender um ônibus nosso do BRT Metropolitano que vai atender o morador da Baixada pela metade do tempo e metade do preço! Estão defendendo a máfia dos ônibus e a tragédia que são esses ônibus intermunicipais. Não fazem e não deixam fazer!”

O presidente do Detro, Raphael Salgado, afirmou que a prefeitura ignorou três ofícios sobre o serviço e sugeriu ao TRE uso eleitoral do projeto. Ele acrescentou que há um estudo para licitação das linhas e que as linhas da Baixada vão convergir para o novo terminal assim que o trâmite for finalizado.

Paes renuncia ao cargo na sexta-feira (20) para concorrer ao governo estadual, não concluindo o atual mandato. O acirramento político ocorre após a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD), ex-secretário de Paes, sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho, episódio que agravou os ataques entre o prefeito e o governador. Cláudio Castro também planeja deixar o cargo para disputar o Senado, mas seu futuro depende do julgamento de cassação no TSE, marcado para 24 de março.