Da redação
A seleção do Irã está em negociação com a Fifa para disputar suas partidas da Copa do Mundo de 2026 no México, evitando atuar nos Estados Unidos devido à tensão política entre os dois países. A proposta ganhou repercussão após o embaixador do Irã no México, Abolfazl Psedniddeh, manifestar oficialmente preocupação com a segurança da delegação diante do cenário de conflito.
Segundo comunicado divulgado por um canal oficial do Ministério das Relações Exteriores do Irã, o objetivo é transferir, pelo menos, os três jogos da primeira fase do grupo diretamente para o México. Isso se deve ao fato de todos os confrontos da seleção iraniana na fase de grupos estarem programados para os EUA — dois em Los Angeles e um em Seattle. O Irã faz parte do Grupo G, junto de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
A Fifa, por sua vez, analisa cuidadosamente o pedido, que gera impacto logístico importante, como alteração de locais de concentração, centros de treinamento, processos de visto e possíveis mudanças nas datas dos jogos. “Reiteramos que os Estados Unidos não estão cooperando conosco na questão dos vistos. Temos interesse em participar da Copa do Mundo, mas o governo americano não está fornecendo o apoio logístico ou administrativo necessário”, afirmou o embaixador Abolfazl Psedniddeh.
Na última semana, o ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, declarou na TV estatal que a delegação não irá aos EUA para a Copa de 2026. Segundo ele, “considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”.
Caso o Irã desista do torneio e não haja acordo, a Fifa terá que substituir a seleção por outro país e, conforme regulamento, a desistência prevê multa de, no mínimo, 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão).







