Da redação
Cuba recebeu nesta terça-feira 14 toneladas de ajuda humanitária trazidas pelo Comboio Nuestra America, uma iniciativa internacional de ativistas que busca contornar as sanções dos Estados Unidos, que restringem remessas de combustível e produtos à ilha. O carregamento, com alimentos, medicamentos, painéis solares e bicicletas, chegou ao porto de Havana em um pequeno navio que partiu na semana passada do Porto de Progreso, no México. Esta é a primeira embarcação de uma flotilha de três navios de ajuda; os demais devem chegar em breve.
O envio complementa as seis toneladas de mercadorias trazidas por ativistas na semana anterior, cujas doações para hospitais foram destaque na televisão estatal cubana. Na ocasião, o presidente Miguel Díaz-Canel recebeu membros do comboio no palácio presidencial, entre eles o ex-líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn.
A coalizão Nuestra America reúne cerca de 300 organizações de mais de 30 países, incluindo ONGs, sindicatos, partidos políticos e parlamentares. “É apenas um primeiro passo. Muito mais apoio virá em seguida”, afirmou o ativista brasileiro Thiago Ávila, que acompanhou a viagem do México após o desembarque.
O navio enfrentou atrasos devido ao mau tempo no Caribe e sua chegada simboliza solidariedade em meio à grave crise econômica enfrentada por Cuba, que afeta setores como transporte, saúde e geração de energia. As sanções impostas pelo governo Trump reduziram o fornecimento de combustível à ilha, ameaçando também países que exportam petróleo para Cuba.
O barco, batizado de Granma 2 pela tripulação em referência ao iate utilizado por Fidel Castro em 1956 para dar início à revolução, chegou dias após a Costa Rica se juntar ao Equador no rompimento das relações diplomáticas com Cuba, dificultando ainda mais a situação internacional do país.





