Da redação
O Brasil pode alcançar em 2026 um feito histórico: lançar, pela primeira vez, um foguete orbital produzido inteiramente no país, partindo de um centro de lançamento nacional. Batizado de MLBR (Microlançador Brasileiro), o foguete está sendo desenvolvido por cinco empresas sob liderança da CENIC Engenharia e tem como objetivo colocar pequenos satélites na órbita da Terra.
O projeto do MLBR é financiado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculada ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), totalizando um investimento de R$ 189 milhões. O lançamento está previsto para ocorrer no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
Com 12 metros de altura, movido a combustível sólido e equipado com três motores, o foguete pesa doze toneladas na rampa de lançamento e poderá transportar até 40 quilos de carga útil. “Com esses pequenos satélites dá para fazer um monte de coisa hoje em dia. Isso é um mercado bilionário. O Brasil é privilegiado em termos de lançamento, com uma base geográfica magnífica”, afirmou Ralph Corrêa, diretor da CENIC Engenharia, à CNN Brasil.
O objetivo central do programa é garantir ao Brasil acesso autônomo ao espaço. Tentativas anteriores, como o lançamento do primeiro VLS nacional em 1997, fracassaram e levaram a AEB a optar por foguetes americanos para colocar satélites em órbita em 1998. Em 1999, uma nova tentativa com o VLS e o satélite SACI-2 também não teve sucesso, devido a falha no segundo estágio.
A iniciativa do foguete MLBR integra a série especial “Brasil na Lua”, veiculada pela CNN Brasil, que cobre o papel brasileiro na exploração espacial e acompanha a expectativa global com o lançamento da missão Artemis II, da Nasa, previsto para 1º de abril.





