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Nova tecnologia da NVIDIA promete jogos mais leves ao economizar enorme quantidade de VRAM

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Da redação

Durante a GTC 2026, a NVIDIA apresentou avanços que podem transformar radicalmente o processo de criação de imagens nos gráficos digitais. Embora o DLSS 5 tenha sido o principal destaque, uma apresentação técnica aprofundou-se em uma inovação ainda maior: a introdução do neural rendering diretamente no pipeline de renderização.

Tradicionalmente, o DLSS atua ao final do processo de renderização, aprimorando o quadro já finalizado com inteligência artificial. O DLSS 5 segue essa abordagem e leva a reconstrução de imagens a um novo patamar. Contudo, conforme explicou a NVIDIA, esse é apenas um aspecto de uma reestruturação mais abrangente.

A empresa agora utiliza múltiplas redes neurais menores distribuídas ao longo de todo o pipeline de renderização, em vez de depender exclusivamente de uma grande rede neural ao final. Essas redes desempenham funções específicas, como decodificação de texturas, avaliação de materiais e otimização de memória.

Um exemplo prático apresentado foi o Neural Texture Compression (NTC): na cena “Tuscan Wheels”, da própria NVIDIA, a compressão tradicional BCN consumia 6,5 GB de VRAM, enquanto o NTC reduziu esse uso para apenas 970 MB, sem perda perceptível de qualidade. Segundo a NVIDIA, o NTC pode preservar mais detalhes visuais do que os métodos tradicionais de compressão com o mesmo uso de memória.

Outro avanço revelado foi o conceito de Neural Materials, que compacta o comportamento dos materiais em uma representação latente, decodificada por uma pequena rede neural. Em testes, um conjunto de materiais com 19 canais foi reduzido para 8 canais, melhorando o desempenho de renderização entre 1,4x e 7,7x em 1080p, sem alterar significativamente o resultado visual.