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Novos ataques de Israel no Líbano deixam 11 mortos e país anuncia intensificação ofensiva contra Hezbollah

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Da redação

Ataques aéreos de Israel mataram pelo menos 11 pessoas no Líbano neste domingo (5), em meio à promessa de intensificação da ofensiva militar contra o Hezbollah. O Exército israelense bombardeou Beirute e regiões do sul libanês. Em Kfarhata, sete pessoas morreram, incluindo uma criança de 4 anos, enquanto um ataque próximo ao maior hospital público de Beirute deixou quatro mortos e 39 feridos.

O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, afirmou que os ataques “vão continuar” e que as Forças Armadas enfrentam o Hezbollah “com determinação, de forma ampla e em múltiplas frentes”. A principal fronteira entre Líbano e Síria foi fechada após ameaças de bombardeio, já que Israel acusa o Hezbollah de usar a rota para contrabando de armas.

Mísseis lançados do Irã atingiram o sul de Israel e uma fábrica foi danificada em Ramat Hovav, embora o governo de Israel não tenha registrado feridos. Tropas israelenses também destruíram câmeras de vigilância de uma base da ONU em Naqura. Na última semana, três soldados indonésios da força de paz morreram durante confrontos.

A guerra entre Israel e Hezbollah completou um mês, após o grupo libanês disparar foguetes em 2 de março de 2026 para vingar a morte do líder supremo iraniano. Israel planeja criar uma zona de segurança no território libanês, podendo se estender até o rio Litani, a 30 quilômetros da fronteira. Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, mais de 1.300 pessoas morreram, quase quatro mil foram feridas e mais de um milhão fugiram.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel de planejar uma ocupação prolongada e prometeu buscar uma saída diplomática. A ONU manifestou preocupação com ordens de expulsão israelenses, e especialistas do órgão pediram investigação sobre mortes de jornalistas, denunciando que Israel costuma alegar, sem provas, ligação das vítimas com grupos armados.