Da redação
As delegações do Irã e dos Estados Unidos encerraram, sem acordo, 21 horas de negociações em Islamabad, capital do Paquistão. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que “os iranianos optaram por não aceitar nossos termos”. Ele destacou à imprensa que a exigência americana era o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares, afirmando ser esse o objetivo central do presidente dos EUA.
O Irã, representado pelo presidente do Parlamento, Mohammad-Bagher Ghalibaf, reiterou o direito ao programa nuclear pacífico e acusou os EUA de usarem o tema como pretexto para tentar impor uma “mudança de regime”. Em publicação em rede social, Ghalibaf declarou que, apesar de iniciativas promissoras apresentadas pelo Irã, “o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana”.
Após o impasse, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a Marinha americana irá impedir a passagem de embarcações que paguem pedágio ao Irã no Estreito de Ormuz. “Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”, declarou Trump, destacando que o Irã não estaria disposto a abrir mão de “suas ambições nucleares”.
O Estreito de Ormuz, por onde circulam cerca de 20% das cargas globais de petróleo, foi fechado pelo Irã em resposta à agressão de EUA e Israel em 28 de fevereiro. Trump ameaçou o Irã visando garantir a passagem livre, até o anúncio de uma trégua e cessar-fogo de duas semanas.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, temas como o próprio Estreito, o programa nuclear, indenizações de guerra e o fim das sanções foram debatidos. Baqaei ressaltou à agência Irna que não seria possível resolver esses pontos em menos de 24 horas e que divergências persistem.






